Sentada em frente ao seu computador ela esperava ansiosamente por uma resposta. A resposta que a jovem aguardara por meses e meses. Era tudo o que mais havia sonhado, o que mais almejava. Havia feito centenas de promessas para que o que tanto desejava acontecesse. E foi então que subitamente ouviu o barulho em seu celular que indicara mensagem. Seu coração foi a mil, suas pernas estremeceram, ficou ofegante. E ansiosamente foi ler a mensagem. Foi então que seu mundo desabou. Como poucas palavras poderiam lhe causar um efeito tão desnorteante? Chegou até a não acreditar. Pareceu-lhe que aquela idéia não havia sido compreendida por seu cérebro. Estava se sentindo anestesiada. Por um momento tudo a sua volta ficou lento. Via sua mãe vagarosamente que passara de um lado para o outro e dizia algumas palavras que a jovem nem ao menos conseguia ouvir. Percebera então que seu medo naquele momento havia se transformado em sua realidade. Depois de segundos que se passaram como anos, subitamente veio o desespero, o nó em sua garganta. E a cada mensagem que recebia tudo parecia piorar. Ainda não compreendera. Para ela tudo não passara de uma brincadeira, alias, suplicava por isso. Mas infelizmente não. Era o que de fato havia acontecido. Olhava para todos os cantos da casa, sentia-se inquieta, estava tentando acordar daquele pesadelo. Mas não era pesadelo. Sabia que não iria acordar. Alias, sabia muito bem que o pesadelo estava por começar.
Tentou ser forte mas o nó feito em sua garganta doía, ardia. Resolveu ir para o banho. Suas lagrimas se confundiam com a água quente que caia do chuveiro. Desesperadamente pedia para que houvesse uma chance, que seu pedido se realizasse. A jovem estava disposta a tudo para seu desejo. Saiu do banheiro como se nada houvesse acontecido. Não queria que sua mãe percebesse. Ainda estava com aquele acontecimento martelando em seus pensamentos. Não compreendia. Ou as pessoas eram sádicas, ou a jovem era masoquista.
Estava cansada de tudo, foi se deitar. Sentia lá aquele cheiro. O cheiro que tanto lhe trazia paz. O cheiro que sonhara. Queria sentir o toque. Procurava, procurava… Mas a cama estava vazia. Travesseiro, desculpe-a pelas lagrimas. De tanto chorar acabou adormecendo.
No outro dia de manhã acordara, o dia estava nublado. Mesmo que a garota gostava de dias nublados, aquele dia era diferente. Tudo estava triste.
Levantou da cama e o desespero tomou conta. O nó na garganta continuava. Alias, nunca tivera saído.
Não perdia as esperanças de uma noticia boa. Que fizesse com que tudo passasse. Mas não… as coisas só pioravam.
Esperou que sua mãe saísse e em lagrimas desmanchou-se. Pedia por tudo que aquela dor que sentia fosse embora. Estava doendo tanto. Era insuportável. Parecia que tudo o que pedia estava vindo em antônimo para ela. Tudo ao contrário.
Mais tarde como se nada bastasse as coisas pioraram… Novamente. Aquelas palavras vindas de sua mãe a machucava tanto… Queria poder desaparecer e voltar quando tudo estivesse bem. Mas sabia que não tinha como. Tinha que enfrentar o inferno que fosse. Mesmo assim ainda tinha uma pontinha de esperança. É, parecia mesmo que a jovem gostava é de se machucar. Uma bela de uma masoquista.
Novamente em sua cama chorava, chorava e chorava… Até que adormeceu. Acordou de manhã com o desespero que novamente a destruía. Pedia mais uma vez para que não desistisse, disse que acreditava. Usou suas únicas esperanças naquilo. Desejava tanto que não queria desistir fácil assim. Mas novamente veio outra noticia para lhe derrubar. Estava tentando ficar em pé, aos poucos. Mas antes mesmo se chegar perto disso, novamente a derrubaram. E o pior… Estava tudo perdido. O seu amor havia desistido. Não iria mais lutar, não iria mais tentar. Foi então que naquele momento percebeu verdadeiramente que seu sonho acabara de ser destruído.
A jovem sentia, sabia que seus medos voltariam e que ela teria que passar por tudo novamente. Sabia também que sua única cura era seu amor, mas não o teria ao seu lado todos os dias como havia planejado.
O nó em sua garganta se tornou mais forte, machucando-a, dolorosamente a ferindo.
Se revoltou com os sonhos. Pensara “ De que vale sonhar? “ De repente pode vir alguém e simplesmente destruir com todos eles, simples assim.
Sabia mais do que nunca que seus pesadelos estavam apenas a começar. E sozinha estará para vivenciar-los
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