quinta-feira, 10 de março de 2011

Não, não há o que fazer


Um mundo melhor. Um futuro melhor. Um mês melhor. Uma semana melhor. Um fim de semana melhor. Um dia melhor. Assim ela profetizava para que pudesse afastar os fantasmas que dentro dela deixava-a completamente atordoada.
Sentia-se muitas vezes inquieta. Irritada, triste, e também revoltada. Revoltada com o que acontecia, com o que deixava de acontecer. E claro, com a tamanha futilidade, ignorância e a total falta de escrúpulos das pessoas. A jovem até chegou a desacreditar – desacreditar mesmo - de pessoas e suas “boas” intenções.
Adiantava ficar assim? É claro que não.
Enquanto o barco está no mar, só resta continuar e esperar a próxima parada.

Where am I?


Várias pessoas andando de um lado para o outro. Pessoas acompanhadas de outras pessoas. Pessoas sozinhas. Pessoas rindo, algumas chorando e outras apenas paradas olhando as outras. Vários gritos, vozes para todos os lados. E a jovem tentava se encontrar no meio de todo aquele barulho, de toda aquela multidão que a atordoava, mas não conseguia…
A jovem havia simplesmente se perdido de si mesma. 

I can. Just need to believe

“Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Mas como menina-teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que eu sonhei não for bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço.”

Let’s find forever?


São tantos planos que a jovem e seu amado faziam. Planos para um ano, dois, três, quatro… Planos para a eternidade deles. Os planos faziam a jovem continuar. Fazia-a lutar mesmo com tantas dificuldades. Planos por menores que seja, como por exemplo, um final de semana juntos, pronto, isso era um grande motivo para a jovem lutar a semana inteira.
O desejo de estar com ele fazia a jovem não desistir das lutas de todos os dias, fazia a jovem ser forte. Ele é sua força.
Ela lutará até o fim por ele.

Our sweet love

Que seja doce o dia quando eu abrir as janelas e lembrar de você. Que sejam doces os finais de tardes, inclusive os de segunda-feira - quando começa a contagem regressiva para o final de semana chegar.
Que seja doce a espera pelas mensagens. ligações e recadinhos bonitinhos. Que seja (mais do que) doce a voz ao falar no telefone. Que seja doce o seu cheiro. Que seja doce o seu jeito, seus olhares, seu receio.
Que seja doce o seu modo de andar, de sentir, de demonstrar afeto. Que sejam doce suas expressões faciais, até o levantar de sobrancelha. Que seja doce a leveza que eu sentirei ao seu lado.
Que seja doce a ausência do meu medo. Que seja doce o seu abraço. Que seja doce o modo como você irá segurar na minha mão.
Que seja doce. Que sejamos doce. E seremos, eu sei.
C.F.A

Roller coaster of feelings


A jovem pensando, sentia-se confusa. Foram tantas coisas que acontecera esses tempos. Tantas coisas passaram pela sua vida esse ano. Infelizmente mais coisas ruins do que boa. Tudo em um carrossel de sentimentos que muitas vezes tem cores. Cores lindas, fortes, que iluminam e a fazem sorrir. Mas, de repente, tudo vira sombrio, sem luz, sem sorriso, sem alegria.
Suspirava. A jovem se sentia tão cansada desse carrossel. Dessa montanha russa. Ela só queria estar bem e que as coisas não a derrubassem assim, tão inesperadamente.
Queria que algo bom acontecesse, mas, não só temporariamente. Queria algo que viesse e ficasse, e não fosse embora. Isso a faria tão mais forte para enfrentar tudo o que virá. Ela sabia disso.
Sentia-se muito fraca e na maioria das vezes tão cansada de se sentir cansada. Deitava em sua cama todas as noites e pensava em tudo o que queria, o que poderia ter sido, as lágrimas tomavam conta de seu rosto triste, mas, na tentativa de se acalmar, a jovem repetia a si mesma “ Se acalma. Seja forte. Para de ser fraca, isso não é de você, você não é assim. Vamos parar de chorar, vamos ser forte. Chega disso “ Repetia isso milhares de vezes e na maioria das vezes não adiantava, mas mesmo assim não deixava de tentar. Ficava nessa situação até o sono tomar conta e a levar para os sonhos. Até então o dia amanhecer e mais uma vez ter que enfrentar a tudo e a todos. Não era uma tarefa fácil, alias, nada fácil. Mas qual escolha ela tinha?
Mesmo com tudo isso, de uma forma até assustadora a jovem não perdia a esperança de que algo bom acontecesse e a livrasse de todo mal que estava sentindo. Lembrava-se do que todos diziam “ Não se tem apenas felicidade, mas também não se tem apenas tristeza”, ou seja, essa tristeza ia passar, não ia?! Era o que todos diziam. Se não se tem apenas tristeza é porque a felicidade vai aparecer, e esperando ansiosamente para que a felicidade viesse, ela estava.
Mesmo com tudo isso ela não deixava de pedir o tempo inteiro para que seu anjo viesse e lhe salvasse de si mesma. Não era apenas um pedido, era uma necessidade, uma necessidade maior do que tudo. Só isso podia a salvar. Mas ela não o tinha como precisava. 
Sozinha terá que continuar enfrentando. Mesmo entre dores, lágrimas, medos ela continuará. 

Remar. Re-amar. Amar


Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.
C.F.A